Quando a polarização política chega ao bolso

Na semana em que Mauricio Macri, ex-presidente da Argentina, assumiu o poder, a facção mais intransigente do partido cessante, o kirchnerismo, circulou um “manual de micromilitância K” para instruir seus acólitos sobre como resistir ao governo entrante. Das várias técnicas de resistência ali descritas, sobressaiam as que usavam o consumo e a eleição privada em âmbitos de natureza habitualmente neutros, como o mercado, para minar a legitimidade e os recursos governistas e seus apoiadores. Entre as iniciativas listadas figuravam intervir com desenhos e frases ou rasgar os jornais que normalmente eram encontrados nos bares de Buenos Aires, realizar actings ou simulações de protestos ou performances teatrais de conscientização em supermercados, boicotar empresas de donos apoiadores do novo governo ou – ao contrário – comprar produtos alinhados ao kirchnerismo, como o jornal Página12.

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